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O futuro da IA passa pela maturidade em segurança de dados
No palco do Gartner Security & Risk Management Summit 2026, em São Paulo, a OPLIUM e a Cyera subiram juntas a uma featured session para defender uma ideia tão simples quanto incômoda: não se governa a inteligência artificial que não se enxerga. A sessão “Como a maturidade em segurança de dados habilita a governança de IA” condensou, em vinte minutos, o que as duas empresas vêm observando em avaliações reais — e começou com uma provocação desconfortável.
Realizado em São Paulo, o Gartner Security & Risk Management Summit é um dos principais encontros de segurança e gestão de risco da América Latina, reunindo CISOs, líderes de cibersegurança e analistas do Gartner em torno de temas como liderança, gestão de risco, segurança de aplicações e dados e operações de cibersegurança. Foi no exhibit showcase do evento, espaço dedicado a demonstrações e casos reais, que OPLIUM e Cyera levaram ao palco a discussão sobre o elo entre proteção de dados e governança de IA.
George Chaves, Diretor de Inovação e Novos Negócios da OPLIUM, abriu a sessão com uma provocação: “Nos vinte minutos desta conversa, a inteligência artificial das nossas empresas vai ler milhares de arquivos. Parte deles ninguém classificou. Parte deles ninguém sabe quem acessa. Parte deles ninguém sequer sabe que existe. Devemos, sim, usar a IA para inovar e acelerar os negócios, mas não se governa a IA sem enxergar o dado que ela consome.”
“Não se governa a IA que não se enxerga”, George Chaves, da OPLIUM.
A provocação tem lastro. Em avaliações conduzidas pela OPLIUM com a plataforma da Cyera, bastam 5% do ambiente escaneado para revelar milhões de registros sensíveis sem qualquer classificação, dados acessíveis a “toda a organização”, repositórios sem dono nem propósito e centenas de agentes de IA com acesso irrestrito. O controle marcado como “em conformidade” no questionário aparece, na realidade do dado, completamente aberto.
Cristiano Monteiro, Tech Lead LATAM da Cyera, que dividiu o palco com George, explicou: “Quando conectamos a plataforma ao ambiente real, sem agente, o que aparece impressiona: dado sensível sem classificação e agentes consumindo esse dado sem governança. A Cyera existe para acender essa luz — descobrir, classificar e dar contexto ao dado antes que a IA o consuma.”
“É preciso enxergar e classificar o dado antes que a IA o consuma”, Cristiano Monteiro, da Cyera.
O impacto não é apenas técnico — é financeiro, e nos dois sentidos: no risco que se materializa e no recurso que se desperdiça. Uma única avaliação foi capaz de identificar milhões em exposição, somando multa potencial e custo de vazamento. A ela se soma um capítulo que raramente se associa à segurança: o dinheiro gasto para armazenar dado que ninguém usa. Bases duplicadas, obsoletas e esquecidas inflam a fatura de nuvem enquanto ampliam a superfície de risco. Minimizar dado, nesse cenário, é o raro movimento que protege e economiza ao mesmo tempo.
E o relógio corre. O dado se multiplica em nuvem, SaaS e colaboração; a IA amplia a superfície de exposição com copilots e agentes; e a regulação aperta, com a LGPD em vigor e o horizonte de regras específicas para inteligência artificial.
Felipe Almeida, Territory Manager da Cyera, pontuou: “A adoção de IA na América Latina não vai esperar ninguém ficar pronto. As empresas que tratarem segurança de dados como alicerce vão acelerar com confiança; as demais vão descobrir a própria exposição da forma mais cara. Proteção de dados deixou de ser custo de compliance para virar vantagem competitiva.”
“Proteção de dados deixou de ser custo de compliance para virar vantagem competitiva”, Felipe Almeida, da Cyera.
Foi nesse ponto que a apresentação virou a chave do diagnóstico para a estratégia. A proposta da OPLIUM é uma defesa em profundidade centrada no dado — oito camadas que vão da classificação e do controle de acesso à privacidade, à governança do uso de IA e à cultura, todas girando em torno do ativo mais valioso da empresa. A Cyera ilumina o dado; a OPLIUM opera, decide e remedia.
Adonias Filho, Chief Commercial Officer da OPLIUM, resumiu: “Diagnóstico sem ação não protege. O valor não está em ver o risco, e sim em reduzi-lo de forma sustentada. É isso que a parceria entre OPLIUM e Cyera entrega: transformar visibilidade em redução real e contínua de risco, e fazer da proteção de dados um ativo estratégico.”
“Diagnóstico sem ação não protege: o valor está em reduzir o risco de forma sustentada”, Adonias Filho, da OPLIUM.
A conclusão que ficou para a plateia é também o propósito que une as duas empresas: segurança de dados não freia a inteligência artificial, é o que permite acelerar com confiança. Enxergar, proteger em profundidade e governar o uso da IA deixou de ser um projeto de conformidade. Virou a licença para inovar.